A perícia produz muito registro e pouca estrutura
Entre a nomeação e o protocolo do laudo, o(a) perito(a) atravessa autos extensos, diligências com dezenas de fotos e áudios, evidências espalhadas e quesitos de três origens diferentes. A informação existe, mas dispersa: reconstruir onde, quando, por quem e para qual finalidade cada registro foi produzido consome horas que deveriam ser de análise técnica.
- Os autos chegam com centenas de páginas e os quesitos escondidos entre despachos e petições.
- O registro de campo fica em galeria de fotos e anotações soltas, desvinculado dos quesitos.
- Na hora do laudo, falta rastreabilidade: qual evidência sustenta qual resposta?
- A conferência final (todos os quesitos respondidos? método indicado?) é feita de memória, na véspera.